Quando falamos sobre clínicas privadas, segundo relatórios da FENACT (Federação Nacional das Comunidades Terapêuticas), o perfil de público costuma ser mais velho (30-45 anos) e com maior escolaridade. Quem possui convênio, por exemplo o Bradesco, pode se beneficiar do serviço particular se precisar.
Brasil: estimativa de uso de drogas e dependência química
Estima-se que 11,4 milhões de brasileiros já usaram cocaína ou crack e que mais de 11 milhões convivem com dependência alcoólica. A prevalência de dependência (transtorno por uso de substância) apenas para essas substâncias atinge aproximadamente 1,19 milhão de pessoas. Segundo dados recentes divulgados pela UNIFESP, que fazem parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), metade dos usuários de cocaína, que consumiram no último ano da pesquisa, relataram uso frequente da substância.
O estudo demonstrou que as drogas ilícitas estão mais difundidas do que a uma década atrás e que parece existir uma maior concentração no uso de drogas dentre os habitantes das regiões sul e sudeste. A boa notícia é que existe ajuda para quem procura.
Grupo Buscando Vidas: clínica de recuperação de drogas
Como uma das opções para quem está buscando tratamento e possui o convênio Bradesco, o Grupo Buscando Vidas oferece um serviço personalizado e humanizado, o que faz toda a diferença na jornada de recuperação, afinal, cada pessoa tem uma história única e enfrenta desafios diferentes, por isso é essencial que o atendimento seja feito de forma individualizada.
Os serviços incluem apoio emocional, psicológico e social. Além das terapias tradicionais, o paciente também participa de atividades que buscam sua reinserção na sociedade, com acompanhamento constante e adaptado às necessidades de cada um. Os profissionais do Grupo Buscando Vidas são treinados para criar um ambiente acolhedor, onde a pessoa que procurou ajuda e sua família se sintam à vontade.
Como saber se é hora de buscar ajuda?
Frases como “eu paro quando quiser” ou “eu não sou viciado(a)” podem ser sinais de alerta. Como todo vício, é difícil notar em que momento aquela escolha já não é mais uma escolha, mas uma necessidade “básica” – que fica ainda mais preocupante quando costuma ser priorizada antes de outras como alimentação, sono e convívio social.
Sinais de alerta:
- Tentativas frustradas de parar: promessas de não usar naquele dia, mas não cumpridas;
- Tempo excessivo: gastar muito tempo pensando na substância, planejando como conseguir, usando ou se recuperando dos efeitos;
- Mudança comportamental: isolamento social, irritabilidade,
- Abandono de atividades: perda de interesse em hobbies, esportes ou encontros com amigos e familiares que não envolvem o uso da substância;
- Necessidade de doses cada vez maiores;
- Sintomas físicos: negligência com a saúde e higiene;
- Desempenho prejudicado nas atividades e responsabilidades.
Se a rotina da pessoa gira em torno do uso da substância, a autonomia foi perdida e ela precisa buscar apoio profissional.
Quando a clínica de recuperação é o caminho certo?
Nem todo usuário precisa de internação imediata, mas existem cenários onde a clínica de reabilitação é a solução, como quando a pessoa passa a reconhecer esses sinais de alerta que citamos acima. Procurar ajuda especializada é mais seguro e eficaz no tratamento da dependência química.
- Quando o ambiente externo é um gatilho (ambiente e relações impedem a sobriedade), é melhor não permanecer nele no processo de tratamento;
- Quando o usuário corre risco de ter uma overdose, apresentar quadros de surtos psicóticos ou colocar a si e os outros em perigo, é de alta necessidade procurar uma clínica de reabilitação;
- Quando já houve tentativas de terapia ou grupos de apoio (como o NA ou AA) e a pessoa não conseguiu manter a abstinência, também é preciso pedir ajuda de uma clínica ou centro dedicado.
Algumas substâncias que causam crises de abstinência são tão severas que precisam de acompanhamento médico 24h para evitar convulsões ou complicações fatais.
Se você conhece alguém que precisa de assistência, incentive-a a procurar ajuda. Se você puder, seja parte de uma rede de apoio a pessoas que buscam tratamento de dependência química. Ter pessoas ao lado que oferecem suporte emocional faz muita diferença.





