Tratamento para drogas pelo convênio Sulamérica

Tratamento para drogas pelo convênio Sulamérica

O desafio das pessoas que buscam tratamento para dependência química não é fácil. Não importa se foi escolha da pessoa ser internada, ou se essa necessidade partiu dos familiares, pessoas próximas e correlacionadas: além de ter que lidar com a dependência em si, outras problemáticas surgem: a preocupação financeira, a logística até o suporte social para passar por uma fase tão delicada como essa.  

A dependência química é uma doença?

Sim. A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera a dependência de drogas lícitas e ilícitas uma doença que pode acarretar em mais de 200 problemas de saúde e ser, inclusive, fator de risco para a sociedade.

  • Em 2023, por exemplo, entre os principais riscos à saúde relacionados ao álcool, que levam a internações no Brasil, estão acidentes de trânsito (22,60%), outras lesões não-intencionais (16,60%), queda (13,70%), transtornos mentais e comportamentais (12%). Esses dados foram retirados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

Quando usamos a expressão “dependência química” estamos nos referindo à necessidade de uma pessoa de usar uma ou mais substâncias que transformam o comportamento e as reações de alguém, afetando o lado psicológico e o físico ao mesmo tempo. Além das drogas consideradas “mais pesadas” como a cocaína ou o crack, o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro e medicamentos (calmantes, tarja preta e outros) também fazem parte desse contexto.

Como saber se uma pessoa é de fato dependente química?

Existem diversos níveis de dependência. Isso quer dizer que não necessariamente uma pessoa que consome uma substância como as que descrevemos tenha seu comportamento completamente alterado depois do consumo. Diferenciar o que é uso, abuso e dependência, segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, é o que pode ajudar a identificar se a dependência está se tornando um problema.

  • O que é considerado “uso”: quando a droga é utilizada de forma rotineira ou apenas na intenção de experimentar, sem perder o controle da situação em nenhum momento e sem ser prejudicada por ela.
  • O que é considerado “abuso”: o uso frequente da droga causa algumas consequências sociais como alterações de comportamento.
  • O que é considerado “dependência”: o indivíduo não possui mais controle do uso, ele se torna necessário e muito frequente. Os problemas de saúde e de convivência social agora são muito mais preocupantes.

Por mais que o indivíduo analisado esteja na fase de “uso”, esses são processos que evoluem de forma progressiva, ou seja, quanto mais se usa, mais se interessa em usar novamente, mais o organismo da pessoa desenvolve uma tolerância para aquela substância e em maiores quantidades vai-se consumindo.

Sintomas como ansiedade, depressão, nervosismo, fadiga, náuseas e vômitos, sudorese, dores no corpo, alucinações e convulsões estão comumente relacionados à dependência química. Em estágios como esse, pode ser necessária a internação.

Clínica que atende convênio SulAmérica para tratamento de drogas

Quando se trata de escolher o lugar certo para iniciar a recuperação de uma pessoa dependente química, é visto como prioridade o desejo por um serviço que seja não apenas eficaz, mas também personalizado e acolhedor, afinal, o apoio social e psicológico faz muita diferença. Apesar de parecer inacessível o acesso a um tratamento desse tipo, existem opções para quem busca um tratamento para drogas pelo convênio.

O SulAmérica é um plano de saúde que oferece opções de cobertura para tratamento de dependentes químicos. Em todas as unidades do Grupo Buscando Vidas, uma clínica focada na recuperação de cada paciente de forma personalizada e individual, essa modalidade é aceita.

Como funciona o tratamento?

No Buscando Vidas, o tratamento começa com uma avaliação completa do paciente, para entender a situação geral. A partir disso, um plano de tratamento personalizado é montado, e a pessoa poderá contar com o apoio de uma equipe de profissionais que cuida de todas as áreas: física, emocional e mental. O tratamento é feito com terapias, acompanhamento médico (e medicamentoso se necessário) e suporte para ajudar a superar a dependência, que se estende ao suporte familiar, não apenas da pessoa em recuperação.

O tempo de tratamento pode ser para álcool, drogas e saúde mental, e pode durar de algumas semanas a alguns meses e assim por diante, depende de cada quadro.

Como saber se a internação é necessária para pessoas que buscam tratamento para drogas?

Quando o vício começa a impactar na saúde, nos relacionamentos, na produtividade e, em casos mais severos, colocar a vida da pessoa e das outras à volta dela em risco, quando não há controle do uso, a ajuda monitorada como a internação é a opção mais segura e necessária.

A pessoa dependente pode procurar esse tipo de ajuda por conta própria ou até ser obrigada por um juiz, como último recurso, sempre acompanhada da decisão médica que confirma a falta de controle. Existem três modalidades de internação: voluntária, involuntária (decisão familiar normalmente) e compulsória (decisão judicial).

Direitos do dependente químico pelo plano de saúde

Todo plano de saúde com segmentação hospitalar é obrigado a cobrir a internação para desintoxicação e tratamento de dependência química. A Lei nº 9.656/1998 (Lei dos Planos de Saúde) define que doenças listadas pela OMS (como a dependência) devem ter cobertura obrigatória.

  • O que cobre: Consultas, exames, medicamentos ministrados na internação e a própria estadia na clínica.

O plano de saúde não pode se negar a cobrir internações onde o paciente não deu consentimento, desde que haja um laudo médico atestando o risco para si ou para terceiros. Em caso de dúvidas, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) também é utilizado para proteger pacientes contra cláusulas contratuais que coloquem a vida em risco ou gerem uma desvantagem exagerada.